Carlos, és um rejeitado.
Verdade, toda a minha vida fui rejeitado, fui rejeitado por pessoas, por cães, por coisas, por bolas, por comida, por todo o tipo de coisas. Eu já sofri todo o tipo de rejeições que se podem sofrer. Eu meio que achava que era um especialista em rejeição, errei. Depois deste domingo, e depois de ter passado 3 horas a ser rejeitado percebi que por mais rejeitado que eu fosse antes, ser rejeitado por 3 horas seguidas é algo que eleva a rejeição a outro nível.
Pelo menos agora sim, já posso dizer que sou um especialista em rejeição.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
últimos tempos- desafinações que tornam tudo mais perfeito
Nos últimos tempos,
As coisas tem mudado a uma velocidade estonteante. Achava saber e sentir coisas que agora não sei se sei ou sinto. Coisas que pareciam brilhar como ouro de repente parecem ser tão negras como carvão. Mudança. Variação. Confusão. Incerteza. A sério, parece que nenhum estado é capaz de se manter por mais do que uma semana. Surpresa. Palavras soltas que antes não faziam sentido nenhuma, agora... continuam sem fazer sentido nenhum. Frases completas que sempre fizeram sentido, agora ... nenhum sentido fazem. Pessoas. Não sei o que se passa com as pessoas, não consigo as perceber, não sei se as quero perceber, percebe-las provavelmente é impossível. Mais pessoas, elas entram e saem da nossa vida, sem sequer dizer adeus, ou um até logo já volto. Não sei. Incerteza. A única coisa que tenho tido certeza nos últimos tempos é que estou confuso, perdido nos meus pensamentos, sozinhos, lentos, rápidos, que não fazem sentido nenhum para além do sentido que eles tem para eles próprios. Sonhos. Desejos. Vontades. Nem os sonhos, nem os desejos nem as minhas vontades tenho tido coragem de lutar por, talvez porque não saiba quais são os meus sonhos os meus desejos e as minhas vontades. Só tenho impulsos ultimamente. Tenho deixado os meus impulsos me guiarem, não sei para onde estou a ir, mas acho que seguir os meus impulsos é a única forma de seguir aquilo que sinto de verdade, porque quando penso no que sinto nunca consigo perceber o que sinto. E se os meus pensamentos não conseguem responder às perguntas espero que os meus impulsos consigam. Faz sentido? Turbilhão de ideias e pensamentos. Consegui ficar uma hora a olhar para uma parede e a pensar, não me lembro no que pensei, mas sei que no momento em que pensei tudo o que estava a pensar devia fazer sentido, e mesmo que não fizesse sentido, com certeza devia ser importante. Acho que aí está a beleza de nos deixarmos levar pela imaginação e nos perdermos no mundo dos pensamentos que por vezes correm como um rio corre para o mar, e por outras vezes rebentam como as ondas ao chegar à areia.
Preciso de ouvir coisas que façam sentido, de ver coisas que me façam chegar a algum lugar. Sinto-me mais seguro do que nunca na minha insegurança. Protejo-me dos outros na minha estupidez, escondo-me atrás de alguém que não sou eu, ou talvez seja, já não sei quem sou, e não quero descobrir. Tenho sentido dificuldade em mostrar aquilo que quero mesmo mostrar. Talvez precise de alguém que me permita sentir-me capaz e seguro para o fazer. Sinto o mundo a afastar-se, e não sei o que fazer para impedir o seu afastamento, sinto-me incapaz. Sinto-me doente, febril, em delírio. Já não sei o que digo. Insensível, sensível, passivo, activo. Não quero tirar os pés do chão, porque tirar os pés do chão implica dor, implica queda, implica somente. porque haveria de tirar os pés do chão ? If you love something give it away. Esta frase repete-se vezes sem conta na minha cabeça, a música nunca para de tocar, o ritmo frenético, as rimas sofridas, os gritos de desespero, sentidos e nunca fingidos, as palavras que vem de dentro e que fazem todo o sentido deixam-me surdo, e não consigo parar. As desafinações constantes que tornam tudo mais perfeito e afinado. É a isto que se resume tudo, a desafinações que tornam tudo perfeito. Espero estar a desafinar em todos os sentidos da minha vida. O meu coração não consegue conter. O teu nome, o teu grupo, a tua tribo, onde tu pertences, aquilo que és. Parecem coisas bonitas. Não quero saber para onde vou, apenas quero ir. Vou para por aqui, acho que já não estou a fazer sentido nenhum, não que tenha em algum ponto feito algum sentido.
As coisas tem mudado a uma velocidade estonteante. Achava saber e sentir coisas que agora não sei se sei ou sinto. Coisas que pareciam brilhar como ouro de repente parecem ser tão negras como carvão. Mudança. Variação. Confusão. Incerteza. A sério, parece que nenhum estado é capaz de se manter por mais do que uma semana. Surpresa. Palavras soltas que antes não faziam sentido nenhuma, agora... continuam sem fazer sentido nenhum. Frases completas que sempre fizeram sentido, agora ... nenhum sentido fazem. Pessoas. Não sei o que se passa com as pessoas, não consigo as perceber, não sei se as quero perceber, percebe-las provavelmente é impossível. Mais pessoas, elas entram e saem da nossa vida, sem sequer dizer adeus, ou um até logo já volto. Não sei. Incerteza. A única coisa que tenho tido certeza nos últimos tempos é que estou confuso, perdido nos meus pensamentos, sozinhos, lentos, rápidos, que não fazem sentido nenhum para além do sentido que eles tem para eles próprios. Sonhos. Desejos. Vontades. Nem os sonhos, nem os desejos nem as minhas vontades tenho tido coragem de lutar por, talvez porque não saiba quais são os meus sonhos os meus desejos e as minhas vontades. Só tenho impulsos ultimamente. Tenho deixado os meus impulsos me guiarem, não sei para onde estou a ir, mas acho que seguir os meus impulsos é a única forma de seguir aquilo que sinto de verdade, porque quando penso no que sinto nunca consigo perceber o que sinto. E se os meus pensamentos não conseguem responder às perguntas espero que os meus impulsos consigam. Faz sentido? Turbilhão de ideias e pensamentos. Consegui ficar uma hora a olhar para uma parede e a pensar, não me lembro no que pensei, mas sei que no momento em que pensei tudo o que estava a pensar devia fazer sentido, e mesmo que não fizesse sentido, com certeza devia ser importante. Acho que aí está a beleza de nos deixarmos levar pela imaginação e nos perdermos no mundo dos pensamentos que por vezes correm como um rio corre para o mar, e por outras vezes rebentam como as ondas ao chegar à areia.
Preciso de ouvir coisas que façam sentido, de ver coisas que me façam chegar a algum lugar. Sinto-me mais seguro do que nunca na minha insegurança. Protejo-me dos outros na minha estupidez, escondo-me atrás de alguém que não sou eu, ou talvez seja, já não sei quem sou, e não quero descobrir. Tenho sentido dificuldade em mostrar aquilo que quero mesmo mostrar. Talvez precise de alguém que me permita sentir-me capaz e seguro para o fazer. Sinto o mundo a afastar-se, e não sei o que fazer para impedir o seu afastamento, sinto-me incapaz. Sinto-me doente, febril, em delírio. Já não sei o que digo. Insensível, sensível, passivo, activo. Não quero tirar os pés do chão, porque tirar os pés do chão implica dor, implica queda, implica somente. porque haveria de tirar os pés do chão ? If you love something give it away. Esta frase repete-se vezes sem conta na minha cabeça, a música nunca para de tocar, o ritmo frenético, as rimas sofridas, os gritos de desespero, sentidos e nunca fingidos, as palavras que vem de dentro e que fazem todo o sentido deixam-me surdo, e não consigo parar. As desafinações constantes que tornam tudo mais perfeito e afinado. É a isto que se resume tudo, a desafinações que tornam tudo perfeito. Espero estar a desafinar em todos os sentidos da minha vida. O meu coração não consegue conter. O teu nome, o teu grupo, a tua tribo, onde tu pertences, aquilo que és. Parecem coisas bonitas. Não quero saber para onde vou, apenas quero ir. Vou para por aqui, acho que já não estou a fazer sentido nenhum, não que tenha em algum ponto feito algum sentido.
testamento em vídeo
Uma vez que neste verão que passou eu fiz o meu testamento em video e ele foi apagado mais tarde quando formatei o pc e esqueci-me de o salvar, hoje lembrei-me que já é tempo de fazer um novo, porque nunca se sabe o que pode acontecer amanha(mórbido eu sei).
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Pequena história
Ora bem, já escrevi isto no domingo, e ia acabar, mas como esta semana ainda não tive tempo vou postar mesmo sem estar acabada, e depois acabo.
Num dia chuvoso, em que o sol teimava em não se mostrar, ou talvez as nuvens teimassem em não permitir que ele se mostrasse contra a sua vontade, bem na realidade qual das duas hipóteses esta certa não é realmente importante aqui. Num dia chuvoso, o cinzento do céu tornava também cinzenta a alma de cada um dos habitantes daquele pequeno lugar no meio de não se sabe onde. Chovia, chovera, estava a chover, e iria chover por tempo indefinido, sem vestígios de luz, sem vestígios de melhora ou esperança.
Como pequeno local que era, também pequena era a sua população, mas as pessoas em si de nada pequeno tinham, pelo contrário, conseguiam ser maiores que as pessoas de qualquer grande metrópole. Mais um vez talvez nenhum interesse isto tenha, não sei.
Como todo o pequeno local isolado do resto do mundo a sua população estava envelhecida, todos os jovens partiam de lá à procura de um futuro potencialmente maior e mais alto, de uma felicidade que achavam ser impossível de encontrar ali. Procuravam movimento, barulho, agitação e uma vida em que tudo está em movimento e nada nunca para. Também Kate assim o queria fazer, queria sair dali, onde sentia que a distância a tudo cortava-lhe as asas e a impedia de voar voos mais altos, mais atrevidos.
Naquele dia cinzento, chuvoso, ela saiu de casa, deixou uma carta de despedida em cima da sua mesinha de cabeceira, dizendo aos pais o que estava a fazer, mas sem dizer para onde ia, pedindo desculpas mesmo sem saber muito bem porque se desculpava por querer procurar a felicidade.
Foi assim que Kate deixou os pais apenas com as lágrimas que derramavam, que deixou os amigos sem aviso prévio, foi assim que Kate deixou para trás toda uma vida.
(Próxima estação: Stargate Streets) ouvia-se no interior do comboio vazio, ou quase vazio. Eram 2 da manhã, estava frio, sentia um aperto no estômago, não só estava nervosa e assustada com o ambiente sombrio e deserto que a rodeava como a fome também já se manifestava.
-GRGHOUNGH- o seu estômago já estava a gritar.
-Preciso mesmo de comer alguma coisa mal saia deste comboio.
(Stargate Streets)Dizia outra vez a voz feminina do Comboio.Ela levantou-se, e com cada uma das suas mãos pegou em ambos os sacos de viagem que tinha trazido. Notara que mal saíra do comboio alguém a seguia, estava com medo e as suas pernas tremiam, agora o estômago contorcia-se cada vez mais. Passo atrás de passo quem quer que viesse atrás dela aproximava-se cada vez mais, ela não se atrevera a olhar para trás, ou simplesmente o medo não a deixou. Estava cada vez mais perto...
-Quer ajuda ?- disse-lhe uma voz masculina e que parecia jovem.
Ela recusou, sem sequer olhar para trás, e continuou no seu passo acelerado.
-Porque está a andar tão depressa? As malas parecem pesadas, tem a certeza que não quer ajuda ?
-Não me faça mal, por favor, eu dou-lhe tudo o que quiser, mas não me faça mal- disse ela com voz tremida.
-O.o Fazer-lhe mal ? Nunca pensei nisso, mas já que insiste em dar-me tudo o que eu quiser, quero que me deixe ajudar com as malas.
-Ela finalmente olhou para ele. Era um rapaz, que devia ter por volta dos 20 anos, média estatura, cabelo ondulado, usava barba, tinha olhos castanho claros e um sorriso simpático. Agora ela já não se sentia assustada, parecia estar perante alguém amigável e não algum tarado querendo viola-la, estava embaraçada por ter feito tal cena, e interpretado tal tragédia grega à frente dele.- Desculpe-me por ter pensado que era um assaltante, é que...
-Não faz mal, quem a pode culpar ? A verdade é que tem sorte que eu não seja de facto um bandido. Não consegui evitar, vi-a no comboio e parecia tão perdida e desenquadrada com tudo isto.
-Onde é que se pode encontrar alguma coisa para comer a esta hora ?
-Hmm, eu sei de um lugar, posso levar-te lá se quiseres.
-Seria fantástico!
-Chamo-me Lucas.
-Kate.
Num dia chuvoso, em que o sol teimava em não se mostrar, ou talvez as nuvens teimassem em não permitir que ele se mostrasse contra a sua vontade, bem na realidade qual das duas hipóteses esta certa não é realmente importante aqui. Num dia chuvoso, o cinzento do céu tornava também cinzenta a alma de cada um dos habitantes daquele pequeno lugar no meio de não se sabe onde. Chovia, chovera, estava a chover, e iria chover por tempo indefinido, sem vestígios de luz, sem vestígios de melhora ou esperança.
Como pequeno local que era, também pequena era a sua população, mas as pessoas em si de nada pequeno tinham, pelo contrário, conseguiam ser maiores que as pessoas de qualquer grande metrópole. Mais um vez talvez nenhum interesse isto tenha, não sei.
Como todo o pequeno local isolado do resto do mundo a sua população estava envelhecida, todos os jovens partiam de lá à procura de um futuro potencialmente maior e mais alto, de uma felicidade que achavam ser impossível de encontrar ali. Procuravam movimento, barulho, agitação e uma vida em que tudo está em movimento e nada nunca para. Também Kate assim o queria fazer, queria sair dali, onde sentia que a distância a tudo cortava-lhe as asas e a impedia de voar voos mais altos, mais atrevidos.
Naquele dia cinzento, chuvoso, ela saiu de casa, deixou uma carta de despedida em cima da sua mesinha de cabeceira, dizendo aos pais o que estava a fazer, mas sem dizer para onde ia, pedindo desculpas mesmo sem saber muito bem porque se desculpava por querer procurar a felicidade.
Foi assim que Kate deixou os pais apenas com as lágrimas que derramavam, que deixou os amigos sem aviso prévio, foi assim que Kate deixou para trás toda uma vida.
(Próxima estação: Stargate Streets) ouvia-se no interior do comboio vazio, ou quase vazio. Eram 2 da manhã, estava frio, sentia um aperto no estômago, não só estava nervosa e assustada com o ambiente sombrio e deserto que a rodeava como a fome também já se manifestava.
-GRGHOUNGH- o seu estômago já estava a gritar.
-Preciso mesmo de comer alguma coisa mal saia deste comboio.
(Stargate Streets)Dizia outra vez a voz feminina do Comboio.Ela levantou-se, e com cada uma das suas mãos pegou em ambos os sacos de viagem que tinha trazido. Notara que mal saíra do comboio alguém a seguia, estava com medo e as suas pernas tremiam, agora o estômago contorcia-se cada vez mais. Passo atrás de passo quem quer que viesse atrás dela aproximava-se cada vez mais, ela não se atrevera a olhar para trás, ou simplesmente o medo não a deixou. Estava cada vez mais perto...
-Quer ajuda ?- disse-lhe uma voz masculina e que parecia jovem.
Ela recusou, sem sequer olhar para trás, e continuou no seu passo acelerado.
-Porque está a andar tão depressa? As malas parecem pesadas, tem a certeza que não quer ajuda ?
-Não me faça mal, por favor, eu dou-lhe tudo o que quiser, mas não me faça mal- disse ela com voz tremida.
-O.o Fazer-lhe mal ? Nunca pensei nisso, mas já que insiste em dar-me tudo o que eu quiser, quero que me deixe ajudar com as malas.
-Ela finalmente olhou para ele. Era um rapaz, que devia ter por volta dos 20 anos, média estatura, cabelo ondulado, usava barba, tinha olhos castanho claros e um sorriso simpático. Agora ela já não se sentia assustada, parecia estar perante alguém amigável e não algum tarado querendo viola-la, estava embaraçada por ter feito tal cena, e interpretado tal tragédia grega à frente dele.- Desculpe-me por ter pensado que era um assaltante, é que...
-Não faz mal, quem a pode culpar ? A verdade é que tem sorte que eu não seja de facto um bandido. Não consegui evitar, vi-a no comboio e parecia tão perdida e desenquadrada com tudo isto.
-Onde é que se pode encontrar alguma coisa para comer a esta hora ?
-Hmm, eu sei de um lugar, posso levar-te lá se quiseres.
-Seria fantástico!
-Chamo-me Lucas.
-Kate.
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